Política agora

Por Filipe Feijão*

O Brasil está atravessando uma situação difícil. Essa afirmação é retratada diariamente nos jornais, na televisão e na internet. Mas parece que de uns tempos para cá, essa situação difícil piorou de uma forma crítica e lamentável. O governo provisório até então não disse a que veio, daí o discurso inaugural precisar urgentemente sair do papel e ser efetivado. A situação de instabilidade política mostra seu generoso reflexo num impasse de mudança de cargos ministeriais do dia para a noite.

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Em pouco mais de um mês à frente do País, o governo Temer não possui a mesma configuração de ministérios que possuía quando tomou posse. Até agora já caíram três ministros. Isso gera, na cena política, um desenvolvimento negativo que descamba como consequência da tomada de decisão de saída dos cargos nas investigações da Lava Jato.

Numa palavra, parece que o Brasil passa por uma depressão cívica. Os ocupantes dos cargos públicos mais elevados estão sob a onda de investigação. O governo temporário parece não inspirar a esperança de que o povo brasileiro precisa para vislumbrar, nesse tempo de transição (ou não tão transição assim), novos rumos. Indubitavelmente, o que não pode acontecer é que retrocessos sejam concebidos de forma normal, muito menos que se mascarem de outros motivos não explicitados à população. Todas as conquistas já obtidas ao longo de anos, que positivamente beneficiaram o cenário social, devem ser mantidas e, além disso, aperfeiçoadas de modo que, mesmo imerso numa profunda crise, o País progrida ao invés de regredir.

Mesmo possuindo um estilo diferente do governo Dilma, o governo interino que se aparenta a um estilo de política velha conhecida, precisa reconhecer o que, socialmente através de constatações, melhorou a vida dos brasileiros. E quanto ao processo de impeachment, é melhor deixar os comentários para um momento próximo mais oportuno. A esperança de todos numa visão otimista é a de que após passar por esse percurso doloroso, o Brasil aprenda com essa crise e melhore. Em meio a todo esse caos político de impeachment, de governo interino, de queda de ministros, de pedidos de prisão, há sim alguma solução que satisfaça o restabelecimento do ordenamento num sentido ao menos na normalidade das coisas. Como diz a sabedoria popular: “há males que vêm para o bem”.

O povo está sedento de um nome emblemático que mais do que uma figura ideal represente de fato um novo rumo na história do Brasil. Com esses nomes que estão aí? Impossível!

servletrecuperafoto*Felipe Augusto Ferreira Feijão, estudante de Filosofia na Faculdade Católica de Fortaleza.
Publicado no Jornal O ESTADO (Opinião) – quarta-feira, 22 de junho 2016.

Parceria entre Faculdade Católica de Fortaleza e Comunidade Católica Shalom oferta Curso de Logoterapia

O público alvo são  pessoas interessadas pela área de Logoterapia, sejam psicólogos, educadores, sacerdotes, estudantes universitários,
pessoas de vida consagrada ou leigas.

CARTÃO---Logoterapia

 O Instituto Parresia da Comunidade Católica Shalom, em parceria com  Faculdade Católica de Fortaleza -FCF, realiza o curso Logoterapia “Educar para o Sentido da Vida”, de 20 a 22 de maio na capital cearense. As palestras serão  ministradas pelo psicólogo e professor da Universidade Federal da Paraíba, Thiago Antônio Avellar de Aquino, que tem vasta experiência na área de psicologia, com ênfase na Análise Existencial de Viktor Frankl.

“O objetivo é explorar os ensinamentos sobre Logoterapia de Viktor Frankl. Acreditamos que essa proposta também responde à nossa missão de formar evangelizadores para o terceiro milênio através do aprofundamento de conteúdos úteis à Fé Católica”, explica Aline Santos, coordenadora do evento.

Avellar de Aquino atua principalmente nos seguintes temas: sentido da vida, identidade religiosa, valores humanos, bem-estar existencial, psicologia da religião, processos de culpabilidade e concepções de morte.

O público alvo são todas as pessoas interessadas pela área de Logoterapia, sejam psicólogos, educadores, sacerdotes, estudantes universitários, pessoas de vida consagrada ou leigas. O curso acontecerá no auditório da Faculdade FCF e oferecerá certificado de participação, reconhecido pela própria instituição.

Logoterapia

A escola de Logotererapia tem como fundador o médico psiquiatra austríaco Viktor Emil Frankl (1905-1997). O termo “logos” é uma palavra grega que significa “sentido”. Assim, a “Logoterapia concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por este sentido”, define o próprio fundador, que se tornou mundialmente conhecido a partir de seu livro “Em Busca de Sentido – Um Psicólogo no Campo de Concentração”, no qual expõe suas experiências nas prisões nazistas e lança as bases de sua teoria.

Durante a guerra, observou a si mesmo e a outros em situações limite nos campos de extermínio nazistas, seu “experimentum crucis”, e comprovou a essência do que é ser humano: em uma situação desumanizadora, usar a capacidade de transcender e manter a liberdade interior.

Faculdade Católica de Fortaleza

Instituição de Ensino Superior de orientação Católica que propõe  formação acadêmica e doutrinal dos futuros ministros ordenados, bem como dos Leigos e todo cidadão que desejar estudar Filosofia e Teologia.

Instituto Parresia

O Instituto Parresia é o setor acadêmico da Assistência de Formação da Comunidade Católica Shalom. Desenvolve o aprofundamento dos conteúdos da fé cristã, através do estudo a nível acadêmico, de cursos, de grupos de estudos e pesquisas, na área da Teologia, Filosofia, Doutrina Cristã, História da Igreja, Sagradas Escrituras, Psicologia e outras ciências humanas.

Serviço

Curso de Logoterapia “Educar para o Sentido da Vida”
Data: 20 de maio, às 19h. 21 a 22 de maio a partir de 8h.
Local: Faculdade Católica de Fortaleza. Rua Tenente Benévolo, 201, Praia de Iracema.
Valor: R$ 120.
Inscrições: No Centro de Evangelização Shalom da Paz, na rua Maria Tomásia 72, bairro Aldeota. Ou através de depósito na conta da Associação Shalom (Banco Bradesco. Agência: 682 / Conta: 51944-8), e envio de comprovante para o e-mail institutoparresia@comshalom.org
Mais informações: 3308.7434

Com informações do portal Comshalom

Docentes da FCF participam de Encontro Científico nos Inhamuns

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Os professores da Católica de Fortaleza, Dr. Pe. Antonio Francileudo e Ms. Lisieux Rocha, psicólogos, participam do II ENCONTRO CIENTÍFICO DOS INHAMUNS, ocorrido em Tauá-CE, de 15 a 17 de março de 2016.

O encontro que é uma realização da Prefeitura municipal de Tauá em parceria com as instituições UNIFOR, UECE, FANOR, FIOCRUZ, ESP/CE, tratou do tema “Ciência e Troca de Saberes” e se destinou a um público bem amplo. Participaram do evento alunos desde o ensino médio regular, profissionalizante, graduação, pós-graduação, até professores, pesquisadores, residentes e profissionais dos mais variados campos de atuação.

Os docentes Pe. Dr. Francileudo (Debatedor) e Ms. Lisieux Rocha fizeram suas intervenções na quarta, 16 de março, MESA REDONDA 1 (14h00 ÀS 15h30), com o Tema “Fé e Religiosidade”. Como Membros do Grupo de estudos multidisciplinares sobre ócio e tempo livre/ OTIUM/CNPq/PPG-Psi-UNIFOR, suas participações foram de extrema importância para a assembleia.c

CONFIRA COMO FOI A PROGRAMAÇÃO DO II ENCONTRO CIENTÍFICO DOS INHAMUNS: http://goo.gl/fxdkun

Redação FCF

Renomado teólogo Frei Moser, Presidente da Editora Vozes, é assassinado no Rio de Janeiro

O Frei e Presidente da Editora Vozes, Antonio Moser,75 anos,  foi assassinado nesta manhã de quarta-feira, dia 9 de março, na rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Frei Moser como era conhecido também era professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis/ RJ, Pároco da Igreja de Santa Clara e Diretor do Centro Educacional Terra Santa.

Frei Moser, Set. 2015, na FCF

Frei Moser, Set. 2015, na FCF

A Faculdade Católica de Fortaleza – FCF emitiu nota de pesar pelo falecimento do Frei Moser. O religioso visitava anualmente a instituição para ministrar palestra e lançar títulos de sua editora. A última visita do religioso aconteceu em setembro de 2015 quando na ocasião ministrou uma conferência sobre Igreja em crise.

Para o coordenador do curso de Teologia da FCF e membro da Sociedade Brasileira de Teologia Moral, padre Moésio Pereira,  a notícia o pegou de surpresa e veio acompanha de muita tristeza. “É uma perca muito grande pois Frei Moser era muito antenado com  as questões da atualidade”, afirma o sacerdote que ressaltou o desejo de justiça. “Todo assassinato requer das autoridades uma ação de justiça e neste caso não é diferente”.

Conferência de Frei Moser na FCF

Conferência de Frei Moser na FCF

“Frei Moser declarava que aqui na Católica de Fortaleza se sentia muito bem”, relembra padre Evaristo Marcos, Diretor Acadêmico da instituição. “Éramos amigos e acima de tudo nos entendíamos e buscávamos refletir sobre o que estava acontecendo sobre a relação da Igreja com os problemas sociais”, completa.

Redação FCF

Doxa: sentido e significado da opinião

Doxa

A opinião exerce um papel de fundamental importância no contexto social da atualidade, uma vez que, a formulação de ideias e a concepção de escolhas, levam em conta a desenvoltura processual desempenhada pela formação consciente do conjunto de posicionamentos condicionais, subtendida por pessoas, grupos e instituições.

Dessa forma, antes de conclusões precipitadas concernentes ao enquadramento opinativo é necessário interpretar, como princípio de última instância o fato de que a doxa não corresponde necessariamente à verdade suprema e absoluta sobre determinado assunto, mas representa o que tem de ser, numa palavra, uma opinião acerca de um tema.

Faz bem aqui, haver também uma interpretação coerente no que diz respeito ao conceito de verdade. É viável cogitar salutarmente que a existência e que a defesa de uma opinião não objetivam satisfazer reflexões possuidoras de pressupostos vereditos. Com efeito, a consistência embasada generosamente no senso comum e, sobretudo em teorias, torna a opinião parte integrante e peça necessária na construção do debate social.

O filósofo grego Platão já fazia essa distinção, embora munido de uma perspectiva, por assim dizer, possuidora de sentido em parte, uma vez que, a linha teórica opunha o conhecimento à opinião. Desse modo, a epistemologia demonstra e explicita pontos de vista diferentes, e visa com isso, a superação de preconceitos teoréticos para que o caminho do conhecimento prossiga aberto e disposto a acolher interpretações e significações provindas de uma base consistente.

A tradição filosófica é prova viva de que essa discussão permeou os caminhos debatidos ao longo de gerações, e felizmente existiu consenso nos termos emanados da reflexão central que versa sobre a doxa. De fato, a dissertação deste texto precisou além de conhecimentos em linhas gerais, de opinião e de teoria. Daí porque é importante o diálogo em torno dessa temática.

Num contexto mais vulgarizado, a opinião tida como referência, manipula e induz a determinados comportamentos que poderiam ter outro rumo tendencioso ou não. Assim sendo, principalmente os assuntos mais próximos da sociedade e tratados nos veículos midiáticos têm essa característica, de massificar com a ajuda da indústria cultural, formulações pela opinião, pela verdade e em suma pelo conhecimento.

servletrecuperafotoFelipe Augusto Ferreira Feijão
Estudante de Filosofia – FCF – Faculdade Católica de Fortaleza

“Ócio não é preguiça”, explica padre em debate na Rádio O POVO/CBN

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Foto: CBN – Debatedores com Plínio Bortolotti

Padre Francileudo, professor da FCF, o primeiro doutor em psicologia formado no Ceará, participou nesta terça-feira, dia 2 de março, do programa Debates do Povo, com Plínio Bortolotti, na Rádio O Povo/CBN. “Ócio e sociedade contemporânea”  foi o tema que norteou o debate que teve ainda como convidados os sociólogos Marcos Colares e Carla Michele Quaresma. O tema faz referência ao livro recém lançado pelo sacerdote em co-autoria com o professor Clerton de Oliveira Martins, “Sentidos do Tempo, Sentidos do Ócio, Sentidos para o Viver”, com primeira tiragem esgotada.

“O livro compreende os conceitos de termos fundamentais como tempo, ócio e descanso. Fizemos também a contextualização dos tempos em que estamos vivendo. Tivemos a preocupação de fazer uma fundamentação antropológica, desde a antiguidade clássica aos nossos dias. Por fim trabalhamos a experiência de ócio em Aristóteles, onde aprendemos que é impossível filosofar se não houver tempo para ser’, explicou padre Francileudo sobre os conteúdos de sua tese de doutorado que deu origem ao livro.

A socióloga Carla Michele destacou o fato de, hoje, as pessoas não pararem. “Na antiguidade o ócio – para um grupo seleto –  era condição para a atividade política e a ética. Durante todo o período antigo o ócio era considerado  uma virtude, coisa que deixou de ser no final da Idade Média, quando  passou a ser tratado como um vício”.

Marcos Colares comenta que na atualidade “tudo virou trabalho, até o tempo livre”. “O tempo para si, para contemplar, para, de alguma forma, crescer individualmente…Não chegamos a ele. Na antiguidade ainda se permitia ter o ócio, pois através dele se chegava às idéias inovadoras. O ócio nos permite chegar às conclusões que não conseguimos no tempo de trabalho”, arremata o sociólogo.

A modernidade trouxe uma compreensão errônea do ócio que o associa à preguiça, moleza, sempre visto a partir de um olhar negativo. “O ócio é por excelência o tempo de ser, de fazer a experiência, de contemplar a existência. Ócio tem a ver com qualidade de vida, de gastar  tempo com as pessoas que amamos”, disse o padre.

A atualidade trouxe novos grilhões para as pessoas. “As novas tecnologias, por exemplo, nos prenderam para além de nosso tempo de trabalho. Acabamos estendendo nossas atividades. Isso atinge também as crianças que diariamente cumprem uma agenda de atividades exigentes”, comentou Carla Michele.

Mais sobre a obra:

A obra propõe que, em função do diagnóstico da nossa contemporaneidade, se torna crucial uma valorização do ócio, o qual implica uma experiência desacelerada do tempo, a desconstrução da tirania da ideologia utilitária e consumista na qual se dilui, a favor do primeiro termo, a distinção entre meios e fins e, finalmente, o caminho de apropriação duma liberdade que torna a nossa identidade mais compacta e próxima, liberdade que não se reduz à capacidade de operar escolhas entre alternativas, mas se revela na coragem de criar e discernir o alternativo. A gratificação da experiência do gratuito, que está no cerne do ócio, revela-se, neste sentido, como uma possibilidade de enfrentar e transformar um mundo cuja desorientação nos aprisiona numa vida sem sentido existencial.

Redação FCF

Insignificância filosófica

Filosofia

No contexto da atualidade, as ciências empíricas de aplicação prática ganham a cena e dominam a nova configuração ascendente, no sentido de haver quase completa valorização dessas ciências voltadas para a estratificação delimitada de diferentes áreas do conhecimento. Em contrapartida, se convive com a desvalorização das ciências humanas, infelizmente pela não atração, ou pela visibilidade ínfima acerca das questões que dizem respeito às humanidades.

Dessa forma, dentre tantas ciências experimentais e elaboradas para a obtenção de respostas e de lucro, a perspectiva da gênese de todas elas encontra eixo na filosofia que possui complexa definição de identificação, uma vez que a expressão de um conceito básico não satisfaz em poucas vertentes sua significação que por si só é possuidora de uma abrangência ampla, que dialoga com a totalidade de todas as coisas.

É intrigante o fato de a filosofia ser a mãe das ciências e, ao mesmo tempo, se tratando da realidade hodierna, se encontrar consideravelmente submersa na desvalorização e na insignificância. Por outro lado, a filosofia se expressa mesmo quando se põem em prática comportamentos em que não se tem a ideia direta em que ali há filosofia, e este é um exercício positivo e, felizmente, tende sempre a acontecer nos mais diversos ambientes sociais.

Desse modo, aqui se objetiva a exposição desse estranho movimento que acontece na sociedade de hoje. As questões de primordial importância e fundamentais da vida humana, encontram espaço adequado e propício para a discussão, para o debate e para a articulação na filosofia, ou seja, é uma necessidade direta ou indireta, uma vez que a atividade é posta em prática, inerente ao ser humano. Por isso, a partir do momento em que a filosofia não tem o espaço que deveria ter na vida humana, deve-se considerar o fato como grave e à espera de questionamentos englobados no mesmo vínculo a fim de que se obtenham formulações adequadas e conclusões convictas que visem às consequências disso e apontem, sobretudo caminhos.

Diante disso, existe a defesa de que há uma significativa popularização da filosofia nos últimos tempos. De fato, não é uma possibilidade descartável, entretanto, o meio idealizador de tal popularização são os veículos midiáticos, e aqui reside uma questão de aparência contraditória. Mas a contradição se esclarece, levando em conta que o papel da mídia ajudou e ajuda na expansão de divergentes temas, e isso teve como consequência a feliz vulgarização de assuntos que anteriormente possuíam caráter de registro. Assim sendo, o lugar da filosofia precisa estar reservado na vida humana, e consequentemente na sociedade, para que, assim, existam e se aprimorem questões construtoras de um mundo pensante.

FelipeFelipe Augusto Ferreira Feijão, Estudante de Filosofia na Faculdade Católica de Fortaleza – FCF.
Fonte: Jornal O ESTADO (Opinião) – quarta-feira, 27 de janeiro 2016. – Fale com o autor: faffeijao@gmail.com