“As famílias de hoje” – Primeira Catequese de preparação para o IX Encontro Mundial das Famílias

Apresentada primeira catequese preparatória para o Encontro Mundial das Famílias

“As famílias de hoje”, este é o tema da primeira catequese de preparação para o IX Encontro Mundial das Famílias, a qual traz a Família de Nazaré como modelo a ser seguido frente às diversas situações do dia a dia.

O texto e o vídeo foram lançados no dia 3 de fevereiro e apresentam uma reflexão a partir do Evangelho de São Lucas que narra quando José e Maria encontraram Jesus no templo pregando para os doutores, após se perderem dele ao retornar de Jerusalém para casa.

“Nós certamente esperamos a narração de uma página idílica da Sagrada Família, um pouco como a dos comerciais, em que todos os membros da família são lindos, sempre sorridentes e brilhantes, em total e absoluto entendimento mútuo, no entanto, com a nossa grande maravilha, o Evangelho nos dá outra história. Para usar um termo muito na moda hoje, a Família de Nazaré ‘entra em crise’”, assinala o texto.

Nesse sentido, ressalta que “o ponto fundamental, então, não é a ausência de crise nas famílias (não há uma única família, nem mesma a Sagrada Família, que esteja isenta), mas como reagir diante de qualquer crise”.

“A história de Lucas em sua previsão e concretude oferece a todas as famílias as coordenadas fundamentais que tornam uma verdadeira escola de vida para todos”, pontua.

Ao destrinchar este trecho do Evangelho de São Lucas, a catequese ressalta alguns pontos que devem ser considerados por pais em suas relações com os filhos, entre os quais está o chamado “desafio educacional”.

Sobre este tema, recorda a indicação dada pelo Papa Francisco na exortação apostólica Amoris Laetitia, na qual o Pontífice afirma que “a obsessão, porém, não é educativa; e também não é possível ter o controle de todas as situações onde um filho poderá chegar a encontrar-se”.

Assim, segundo o numeral 261 da exortação, “a grande questão não é onde está fisicamente o filho, com quem está neste momento, mas onde se encontra em sentido existencial, onde está posicionado do ponto de vista das suas convicções, dos seus objetivos, dos seus desejos, do seu projeto de vida”.

A catequese recorda que muitos pais cuidam para que os filhos possam aprender muitas atividades ou mesmo empurram os filhos para realizar aquilo que eles mesmos desejavam na juventude, porém sem ouvir “o mundo interior do seu coração”.

“José e Maria correram esse risco – recorda o texto –, com toda a angústia que isso implica, e somente após três dias, três dias muito longos e intermináveis, encontram Jesus no templo”.

E neste ponto, “sua primeira reação é o espanto”, porque, como recorda Amoris Laetitia, “é inevitável que cada filho nos surpreenda com os projetos que brotam desta liberdade”, cabendo à educação “a tarefa de promover liberdades responsáveis, que, nas encruzilhadas, saibam optar com sensatez e inteligência”.

Por isso, assegura a catequese, “diante do mistério do filho, a atitude mais verdadeira nunca pode ser a de julgamento, da desilusão, da acusação, da condenação”. Pelo contrário, “a atitude mais sagrada é a abertura para as surpresas de Deus”.

E frente a estas situações, “o Evangelho não desumaniza o coração do homem, mas respeita e dá voz aos sentimentos, que não são nem bons nem maus, e, ao mesmo tempo, ensina-nos como nos relacionar com nossos sentimentos: sempre devemos questionar-nos e perguntar”.

Foi o que Maria fez diante de Jesus, falando também em nome de José, quando o questiona: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Esta interrogação, conforme explica a catequese, “em poucas linhas nos abre ao verdadeiro mistério da parentalidade”.

“O filho sempre continua sendo um filho e, como tal, sempre deve ser chamado, reconhecido e amado”. Além disso, a este “precisa sempre perguntar, questionar, nunca para ser acusado e condenado, e um pai nunca deve ter medo de se colocar no relacionamento com seu filho”.

“Maria vai ainda mais além. Ela evidencia não apenas a relação entre pais e filho, mas a relação entre pai e mãe e filho em sua completude e integridade”, indica, ao ressaltar que a Virgem fala “primeiro” em nome de José e depois em seu nome, expressando, assim, “uma ordem extraordinária da paternidade e da maternidade em relação à prole”.

“Não se trata do amor do pai e da mãe separadamente, mas também do amor entre eles, captados como fonte da própria existência, como ninho acolhedor e como fundamento da família”.

Além disso, assinala a catequese, é Maria quem fala a Jesus, e não José, porque “porque ela tem um relacionamento de maior proximidade e intimidade com seu filho, mas ao mesmo tempo (uma coisa que deveriam aprender a fazer sempre todas as mães de hoje) ela atua como intermediária de José e afirma a antecedência da paternidade em relação a maternidade”.

Nesse sentido, trata-se de algo “longe de um discurso cultural, social ou moral” de prioridade do pai sobre a mãe. Ao contrário, “a história do Evangelho projeta nosso olhar muito mais longe, mais profundo e mais alto: o pai é como um sinal da Paternidade de Deus”.

Além disso, acrescenta, “se Maria e José podem interagir como mãe e pai em relação a Jesus, é porque sua cumplicidade conjugal está viva”.

“Com que frequência esquecemos que o fundamento da parentalidade não é a prole (não nos tornamos pais unicamente com o nascimento natural do filho, e José é um testemunho concreto), mas com a conjugalidade do casal”, sublinha.

Por isso, ao concluir, a catequese questiona: “Queremos aprender a ser uma família? Vamos jogar fora o modelo idealista que temos em nossa cabeça e olhemos para a Sagrada Família, que mostra a todos como os eventos críticos da vida são uma fonte inesgotável de graça e de santificação para o mundo inteiro”.

Fonte: Vaticano, 6/2/2018 (ACI – Digital)

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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018

“Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, “sinal sacramental da nossa conversão”,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas
Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a “encantadores de serpentes”, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles “charlatães” que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demônio, que é “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio
Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, “raiz de todos os males” (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas “certezas”: o bebê nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expectativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]

Que fazer?
Se porventura detectamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: “Isto é o que vos convém” (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa
Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa “24 horas para o Senhor”, que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: “Em Ti, encontramos o perdão” (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do “lume novo”, pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. “A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito”,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos

Francisco

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.
[2] “Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço” (Inferno XXXIV, 28-29).
[3] “É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo” (Angelus, 7/XII/2014).
[4] Nn. 76-109.
[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.
[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.
[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

Fonte: w2.vatican.va

 

 

Recipar 2018 terá certificação da Católica de Fortaleza

Encontro traz entre os palestrantes indicado ao Nobel da Paz.

O RECIPAR – Secretaria Paroquial e Liderança Pastoral será realizado pela primeira vez em Fortaleza, dia 9 de abril, no Hotel Sonata. O encontro realizado pela Promocat tem por objetivo auxiliar o participante desenvolver na prática, suas habilidades, vocação, experiência, com temas propostos exclusivamente para gerar mais eficiência, qualidade no atendimento, produtividade, motivação pelo seu exercício na instituição. O encontro oferecerá certificação de 10horas/aula pela Faculdade Católica de Fortaleza – FCF.

O RECIPAR traz para Fortaleza o indicado ao Nobel da Paz 2018, Luiz Gabriel Tiago, Doutor em Educação no Trabalho, Escritor, Palestrante, Especialista em Gentileza Corporativa e fundador da empresa social “Pontinho de Luz”, entidade que doa por mês uma média de dez toneladas de produtos de primeiras necessidades. Pela atividade desenvolvida, O Sr. Gentileza como ficou conhecido foi indicado à honraria do Nobel da Paz.

Ainda integra a programação do encontro palestra sobre  ‘Gestão compartilhada: liderança e serviço’, com Aristides Luis Madureira, escritor e diretor da Editora “A Partilha” que atua há mais de 20 anos como missionário na Pastoral do Dízimo, aplicando técnicas de gestão paroquial e fomentando mais incentivo para uma Igreja viva; ‘Eficácia no secretariado: administração do tempo com foco em prioridades como sinônimo de profissionalismo e agilidade’, com Everton Barbosa, assessor de imprensa na Arquidiocese de Maringá, escritor e palestrante com uma dinâmica inovadora que leva o participante a aprimorar seu trabalho com coesão, planejamento e prática.

‘Sua Marca Pessoal pode ir Além! Propósito – Estratégia – Ação e Gestão!’, é o tema de Daniela Viek, profissional de marketing pessoal que pretende oferecer ao secretariado como desenvolver sua marca pessoal em um mundo cada vez mais conectado; ‘Secretaria digital: como ampliar o atendimento utilizando sites, e-mails e redes sociais’, com Fábio Castro, diretor geral da Promocat e idealizador do projeto Recipar.

O RECIPARchega a Fortaleza para atender funcionários, colaboradores e também aos voluntários que exercem funções de secretaria e liderança nas paróquias, cúrias, casas religiosas, Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades e demais entidades ligadas à Igreja Católica do Regional Nordeste I, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Mais sobre a Católica de Fortaleza

A Faculdade Católica de Fortaleza – FCF, continuadora da missão do Seminário da Prainha, tradição no Ensino Superior em Filosofia e Teologia desde 1864, é hoje uma Instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e quer ser presença na vida Acadêmica na Igreja e na Sociedade. A FCF atualmente oferece os Cursos de Graduação: Bacharelado em Filosofia e  Bacharelado em Teologia; Licenciatura em Filosofia e Licenciatura em Ciências Sociais (Turno da Noite), além de Cursos de Pós-Graduação (áreas de Filosofia, Sagradas Escrituras, Família, Estudos de Logoterapia, Gestão em Bibliotecas Públicas) e Extensão (Módulos de Libras, Línguas, Eclesiais, etc).

SERVIÇO

As Vagas são limitadas e as inscrições são feitas pelo site do encontro: http://recipar.catholicus.org.br/

Autor: Vanderlúcio Souza, Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza e Jornalista

“Dom Aloísio: o homem, o teólogo, o Pastor”

Falar do Cardeal Lorscheider, ou como gostava de ser chamado, de dom Aloísio, é uma tarefa fácil e difícil ao mesmo tempo. Fácil, porque quem o conheceu e conviveu com ele tem recordações profundas de seu jeito de ser e de agir. Difícil porque é impossível colocar em pouco espaço aquilo que ele é e representa para a Igreja e para a sociedade, particularmente nós de Fortaleza, do Ceará. Quero falar de três qualidades essenciais: o homem, o teólogo, o pastor.

  1. Dom Aloísio, o homem: uma pessoa humana que tinha as características do que é verdadeiramente humano: acolhedor, simples, pobre, dialogável. Sabia acolher a todos valorizando cada um, querendo saber o nome, olhando nos olhos. Sabia escutar. Passava horas escutando as pessoas, falava somente quando a pessoa já tinha dito tudo. Era sua característica fundamental: escutar, acolher, dialogar, valorizando cada pessoa.
  2. Dom Aloísio, o teólogo: tendo recebido a sua formação teológica bebendo da teologia franciscana, era um autêntico teólogo: homem que pensava a fé, olhava os grandes problemas da humanidade, partindo de sua profunda experiência de Deus. A sua teologia é uma teologia encarnada na história: pensa a pessoa humana como imagem e semelhança de Deus, e encontra em Jesus de Nazaré, a imagem do homem perfeito. Não se intimidava em produzir teologia. Um dia escutei de um cardeal americano em Roma: “Este sabe o que é teologia, sabe falar de Deus e das pessoas. Fico impressionado como ele consegue falar dos grandes temas da teologia de modo que torna compreensível a todos”. Esse era o olhar dos que o escutavam e o admiravam!
  3. Dom Aloísio, o Pastor: esta é a fase mais conhecida e significativa. Um pastor além do seu tempo. Quando escutamos hoje o papa Francisco falar de “Igreja em saída”, “Igreja como hospital de campo”, quem conheceu dom Aloísio, pensa: esta é a Igreja que dom Aloísio queria e vivia! Uma Igreja sinodal, colegial, comunitária, de comunhão e participação. Quando se perguntava das grandes aspirações do mundo contemporâneo, gostava de repetir: somente quando formos capazes de sentir as aspirações da humanidade do nosso tempo, a Igreja poderá ser aquilo que ela realmente é: servidora da humanidade! Para ele, a Igreja tem que estar presente no mundo, sobretudo no mundo dos empobrecidos, dos marginalizados, dos esquecidos. Como pastor, era aquele que estava com o seu rebanho. Para ele, o autêntico pastor “é aquele que tem disposição de dar a própria vida pelos fiéis. Pastor verdadeiro é aquele que realmente conhece os fiéis e os problemas deles, aquele que está familiarizado com a vida. Se vai à frente deles, não é para impor normas, mas para servir de testemunha da profunda e corajosa confiança cristã em Deus”. Como homem do diálogo, soube dialogar com a sociedade, com a política, com os meios de comunicação. Era o homem da denúncia, um autêntico profeta, uma voz que não calava. Sua principal preocupação: o bem das pessoas, a vida em abundância!

Para a Igreja de Fortaleza, deixou o legado da unidade, da comunhão, de uma Igreja pobre, com os pobres, para os pobres. Sem exclusão! Único norte fundamental: o Evangelho. Assim, para ele, todos os cristãos, são chamados a entrar na lógica do Evangelho!

Autor: Padre Evaristo Marcos
Contato: evaristus68@gmail.com
Professor da Faculdade Católica de Fortaleza

Fonte: Jornal O Povo/Opinião, 17/12/2017.

 

 

UECE promoverá 1º Colóquio de Filosofia da Linguagem

O I Colóquio de Filosofia da Linguagem da UECE (5/12/2017 – início)) tem como tema as filosofias da linguagem de Frege, Wittgenstein e Quine. Dado o caráter transdisciplinar da investigação filosófica, a proposta geral do evento é em um primeiro momento apresentar os aspectos epistemológicos, ontológicos e linguísticos da reviravolta semântica iniciada por Frege e levada a cabo pelo primeiro Wittgenstein; em um segundo momento, discutir as motivações da virada pragmática iniciada no pensamento do segundo Wittgenstein e levada às últimas consequências por Quine.

Esta primeira edição do Evento não contará com apresentação de trabalhos ou minicursos (mas haverá certificado para os ouvintes). O Evento contará com as seguintes palestras:

5/12 –  Frege: da fundamentação da aritmética às bases da reviravolta linguística – Prof.ª Dr.ª Lilia Pinheiro 
6/12 –  A análise da linguagem em Wittgenstein
Prof. Ms. Diego Avendano 
7/12 – Um caminho aos dois dogmas do empirismo de Quine
Prof. Ms. Ralph Heck

O valor da Inscrição: R$ 5,00 Reais.
Carga Horária: 6h/a.
Mais informações: 85 3101.2030 (Centro de Humanidades)
Declaração de Participação: Coordenação de Filosofia – UECE.

Católica de Fortaleza discute em Simpósio  futuro da Religião

Objetivo é incentivar a pesquisa e estimular o respeito às diversas expressões religiosas presentes na sociedade.  

A Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) promove a décima segunda edição do Simpósio de Filosofia de 18 a 20 de outubro na sede da instituição. Desta vez, com o tema “Filosofia da Religião e os desafios contemporâneos” os debates se encaminharão para discutir o conceito de secularidade, apresentar a filosofia das religiões judaica, cristã e árabe. O evento acontece em parceria com a Livraria Paulus.

Ao todo, dezessete facilitadores, entre mestres e doutores também versarão sobre o futuro das religiões. Destaque para Urbano Zilles, sacerdote católico do clero da Arquidiocese de Porto Alegre. Autor de mais de sessenta livros, Urbano estará lançando na ocasião sua mais nova obra, “Panorama das Filosofias do Século XX”.

O intuito do evento é compartilhar ideias, bem como incentivar a pesquisa e estimular o respeito às diversas expressões religiosas presentes na sociedade.  O encontro é aberto ao público em geral e oferecerá certificado de 35 horas/aula aos participantes.

XII Simpósio de Filosofia da Faculdade Católica de Fortaleza

Data: 18, 19 e 20 de outubro de 2017

Local: Auditório principal da Católica de Fortaleza – Rua Tenente Benévolo, 201, Centro.

Investimento:

Estudantes em Geral: R$ 20,00 (Vinte Reais)
Professores e Visitantes: R$ 30,00 (Trinta Reais) – Certificado de 35 h/a

Inscrições na Faculdade e as vagas são limitadas.

Comunicações e Minicursos: enviar conteúdo até dia 10 de outubro pelo email: fcffilosofia@catolicadefortaleza.edu.br

Mais informações: 85 3453.2150

www.catolicadefortaleza.edu.br

Por: Vanderlúcio Sousa – Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza e Jornalista

Papa Francisco e os divorciados recasados: não à rigidez dos fariseus!

Antoine Mekary | ALETEIA

Declarações do último livro-entrevista com o Papa, que será lançado na França

Em uma de suas passagens, o livro-entrevista do Papa Francisco, que será publicado em breve nas livrarias francesas, fala sobre comunhão aos divorciados. Nós traduzimos alguns fragmentos do livro “Política e sociedade”, escrito pelo sociólogo francês Dominique Wolton, adiantados com exclusividade pela revista de fim de semana do jornal parisiense Le Figaro.

Há um grande perigo em condenar somente a moral “da cintura para baixo”

Papa Francisco: Mas nós, os católicos, como ensinamos a moral? Não podemos ensinar apenas preceitos como: “Você não pode fazer isso, tem que fazer aquilo, você pode, você não pode”. A moral é uma consequência do encontro com Jesus Cristo. Para nós, católicos, é uma consequência da fé. E para os demais, a moral é uma consequência do encontro com um ideal, ou com Deus, ou consigo mesmo, mas com a melhor parte de si mesmo. A moral é sempre uma consequência.  […] Algumas pessoas preferem falar de moral em homilias ou em cursos de teologia. Há um grande perigo para os pregadores, que é cair na mediocridade… condenar somente a moralidade – desculpe-me – “da cintura para baixo”. Mas os outros pecados, que são mais graves, o ódio, a inveja, o orgulho, a vaidade, matar o outro, tirar a vida… não se fala tanto deles.

“É possível dar comunhão aos divorciados?”

 […]Algumas pessoas com tendências demasiadamente tradicionalistas combatem isso, dizendo que esta não é a verdadeira doutrina.

Sobre a questão das famílias irregulares, eu disse no capítulo oitavo [da Exortação Apostólica Amoris Laetitia] que há quatro critérios: acolher, acompanhar, discernir as situações irregulares e integrar. Não se trata de uma norma rígida. Isso abre um caminho, um caminho de comunicação.

Imediatamente, me perguntaram: “Mas é possível dar a comunhão aos divorciados?”. E eu respondo: “Conversem com o divorciado, com a divorciada, acolham essas pessoas, acompanhem-nas, integrem-nas, diferenciem as situações!”

Infelizmente, nós, os sacerdotes, estamos acostumados com normas rígidas. E assim é difícil para nós “acompanhar o caminho, integrar, discernir, dizer coisas positivas”. Essa é minha proposição […].

Na realidade, o que acontece é que as pessoas dizem: “Não podem comungar”, “Não podem fazer isso ou aquilo”: essa é a tentação da Igreja. Mas não, eu não! Nós encontramos esse tipo de proibições no drama de Jesus com os fariseus. É a mesma coisa! Os grandes da Igreja são os que têm uma visão que vai além, os que compreendem: os missionários.

Fonte: Aleteia – Temas e Implicações, 4/9/2017 (Jesús Colina)