Pe. Brendan Coleman fala sobre tráfico humano

mulheres_traficoArtigo: Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e assessor da CNBB Reg. NE1

 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove este ano de 2014 durante a Quaresma A Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. Neste ano o tema da Campanha é: “Tráfico Humano e Fraternidade”, e como lema a Campanha escolheu: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl. 5,1). O objetivo geral da Campanha é: “Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.

A Campanha da Fraternidade de 2014 tem também seis objetivos específicos. São: (I) Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração; (II) Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano; (III) Reivindicar dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar e social; (IV) Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania das pessoas em situação de tráfico; (V) Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador dessa realidade aviltante da pessoa humana; (VI) Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vítimas desse mal.

O Papa Francisco assim se referiu ao tráfico humano: “O tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”. O texto base da CF de 2014 identifica as principais modalidades do tráfico humano mencionando entre outros: o tráfico para a exploração no trabalho; tráfico para a exploração sexual; tráfico para a extração de órgãos; tráfico de crianças e adolescentes etc.

O texto base da Campanha deste ano é dividido em quatro partes. A primeira parte trata da fraternidade e tráfico humano, mobilidade e trabalho na globalização, escravidão e preconceito, o enfrentamento ao tráfico humano. A segunda parte trata do lema da Campanha “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Fala sobre o tráfico humano na Bíblia, o ensino social da Igreja sobre o tráfico humano, a dignidade e os Direitos humanos. A terceira parte do texto aborda o enfrentamento ao tráfico humano, o compromisso da Igreja Católica no Brasil sobre o assunto, e oferece propostos para o enfrentamento do tráfico humano e indica canais de denúncia de casos de tráfico humano.

                                  A quarta parte do livro aborda a natureza, o histórico das Campanhas da FraternPe.-Dr.-Brendan-Coleman-Mc-Donaldidade, os objetivos permanentes etc.

Fonte: Publicado no Jornal O Povo (Espiritualidade), Fortaleza, 16 de março de 2014.

Verdade, valor, modo de vida

mision-vision-valoresPor Alessandro Sales

O poeta Manoel de Barros (1916-) afirmou: “Tudo o que não invento é falso”. O verso coloca em xeque nossa leitura lógica do mundo, aquela mais característica, a que mede o verdadeiro e o falso conforme a correspondência ou adequação aos fatos. Proposições como “chove” ou “algumas rosas têm espinhos” são verificáveis, e assim ditas verdadeiras ou falsas, bastando para isso que constatemos a realidade à frente: está chovendo? Há rosas que contêm espinhos? No entanto, a frase de Manoel de Barros é mais complexa. Ela parece propor a ideia de verdade como invenção, de tal modo que a observação direta da realidade seria insuficiente para dar conta de seu sentido.

Nietzsche (1844-1900) foi um dos pensadores recentes que indicou a compreensão da verdade como invenção ou criação, circulação de imagens e metáforas que ganham mundo e correm tempo em função de jogos de força. Ele buscou descolar a filosofia dos ideais de conhecimento que a marcavam desde já a Grécia Antiga, especialmente a partir da filosofia socrático-platônica. Para algumas correntes de estudos nietzscheanos, o conhecimento vinha aí indissociável de certa cunha moral, estabelecendo-se segundo condições de racionalidade que deveriam buscar leis e regras de verdade em mundos suprassensíveis, metafísicos. Desde então, esferas ao fim inalcançáveis acabaram tidas, quase que em sucessão, como essencialmente verdadeiras (o Bem, a Ciência, o Progresso, a Revolução…) e uma das novidades nietzscheanas consistiu na desconstrução histórica e problemática desse enredo: a genealogia da verdade é também uma genealogia da moral.

Uma imagem bastante tradicional e mesmo moderna do que implica pensar parece apostar justamente em séries de ideais alçados como valores últimos. Mas afirmar que a Verdade não precisa ser o elemento determinante do pensamento – uma vez colocada como criação – é pôr em questão a sua condição de valor último. Por que então se tem conferido tanto valor à Verdade? Que valor terá este Valor? Temos aí um mergulho que quer examinar – e assim valorar, avaliar – o próprio fato da obediência ao valor.

As artes contemporâneas trabalham esses temas – decadência de ideais últimos de verdade, questionamento dos valores metafísicos – recorrentemente. Trata-se de nos destituir das verdades elevadas, de embaralhar seus códigos e fazê-las descer ao rés do chão, de modo que passemos a sondar outro olhar, realçado por novas formas de avaliação. É por essa via que o diretor Orson Welles realiza F for Fake (Verdades e Mentiras, no Brasil), em que problematiza, em meio a vários pontos, as relações entre originais e cópias tendo em vista as falsificações de quadros efetuadas pelo pintor Elmyr de Hory. Também em tal direção, escreve o cronista Airton Monte (1949-2012): “Não se pode negar ser o escritor um mentiroso contumaz que de vez em quando profere verdades fundamentais”.

Como enxergaríamos esse outro olhar? Ele poderia, por exemplo, considerar o valor como uma espécie de sintoma – sem conotações previamente negativas quanto ao termo –, ao tempo em que o valor dos valores implicaria, a seu turno, a maneira de ser profunda que nele se manifesta. Crenças, sentimentos, pensamentos, isto é, nossa empiria e psicologia, são sintomas que, aflorando, expressam maneiras de ser. Um valor é sintoma de um modo de vida. Temos os valores que temos, avaliamos como avaliamos, pensamos como de fato pensamos, de acordo com o modo de vida que é o nosso. Se é um sintoma, como avaliá-lo? Pode ele estar certo ou errado? Podemos aplicar-lhe a lei do verdadeiro ou falso?

Quanto, pois, à avaliação, seria interessante mudar as perguntas: um sintoma não é certo ou errado, mas pode ou não valer a pena. Eles movimentam, entusiasmam ou desanimam, estagnam? Indaga Deleuze (1925-1995): são sintomas de um modo de vida nobre e ativo ou baixo e reativo? Entrevemos um perspectivismo e um pluralismo. Isso porque, ao invés de absolutos ou universais, os valores ou sintomas acabam por exibir um ponto de vista sobre o mundo, uma perspectiva, uma maneira de percebê-lo, que são plurais. A perspectiva de um modo de vida que avalia as avaliações segundo a suposição de um Bem último é uma entre infinitas possíveis, e que tem preponderado. O letrista Renato Russo (1960-1996) afirmava, admiravelmente, que “não há verdades nem mentiras aqui, só há música urbana”. Poderíamos ainda nos interrogar, diante do momento atual de crise e de invenção, sem apologias nem demonizações: mas que música urbana queremos criar?

Fonte: Jornal O Povo (Filosofia Pop), Fortaleza, 4/02/2014.

A biblioteca do Seminário da Prainha abriga raridades que remontam aos séculos XVI e XVII

Biblioteca Pe. Luiz UlchoaAlém da estrutura arquitetônica do prédio antigo, um outro legado restou vivo após esses anos de existência do Seminário da Prainha. Muitas das obras em francês e latim que subsidiaram a formação dos primeiros padres ali ordenados ainda estão preservadas nas estantes do setor de obras raras da biblioteca da Faculdade Católica de Fortaleza.

Entre os cerca de seis mil volumes raros, que integram um total de mais de 70 mil volumes ao todo, existem obras que remontam ao século XVI e XVII, como o Prova da História Genealógica da Real Casa Portuguesa, de 1653. Os livros são tratados como preciosidades pelo padre Evaristo Marcos, doutor em teologia e diretor da biblioteca desde 2003.

“Talvez aqui no Ceará não tenha nenhuma biblioteca que tenha nosso acervo de obras raras”, arrisca o Professor Pe. Evaristo. “A minha desilusão é só os nossos estudantes não darem muito valor a isso”.

Padre Evaristo percorre as estantes da sala, que tem seu acesso hoje reservado apenas aos funcionários da biblioteca, com um minucioso olhar atrás das mais antigas e ilustres preciosidades do acervo. Cada nova obra com datas dos oitocentos pra lá é manuseada como a prova da raridade do acervo. “A biblioteca é o meu vício. Talvez o melhor deles”, confessa.

Leia o texto na íntegra – Fonte:  Jornal O Povo (A herança cultural), 30 de agosto de 2010, por Márcia Rodrigues.

 

 

Pe. Moésio, Professor da Católica de Fortaleza, cria blog pessoal sobre assuntos de fé e convida internautas a interagirem

Pe. MoésioO Dr. Pe Moésio Pereira  de Sousa, Coordenador do Curso de Teologia e Professor da Faculdade Católica de Fortaleza, criou o blog “Crer e Endenter”. Trata-se de um espaço de reflexão do ciclo de alunos e alunas das Disciplinas de “Teologia Moral Fundamental e Sacramento da Reconciliação e Unção dos Enfermos”, porém, segundo a compreensão dos próprios alunos, é um espaço aberto ao que é bom e necessário. Portanto, todos são convidados a interagir através de suas colaborações nos comentários, perguntas e acréscimos.

Segundo as palavras do Prof. Pe. Moésio, o blog surge como um convite para partilhar “as coisas da fé”, sempre numa atitude de abertura ao diálogo, próprio daquelas pessoas que não têm pretensão de ser as detentoras da verdade. Aqui seus comentários são bem-vindos. Cresçamos juntos na meta de alcançar “a maturidade dos fiéis em Cristo”.

Certamente todos nós que fazemos a Católica de Fortaleza nos alegramos com a iniciativa do Prof. Pe. Moésio e o total apoio do seu ciclo de alunos do Curso de Teologia desta Augusta Casa de valores perenes. Os contextos se fazem desafiantes, sobretudo para quem deseja viver coerentemente e esclarecidamente o ato de crer e de compreender a própria fé. O Blog chega como uma luz providencial a nos ajudar nos passos de crescimento e maturação da nossa fé diante de questões muitas vezes complexas e delicadas, mas que não escondem a beleza e a profecia de que a fé cristã católica é bonita, corajosa e transformadora. Rezamos pelo Pe. Moésio e lhe desejamos unção, humildade e caridade.

Segue o link do Blog: http://crereentender.blogspot.com.br/

Por: Setor Comunicação FCF

CURSOS DE EXTENSÃO 2014.1 – Confira todas as informações

Cartão 03 - Arte para blog

INSCRIÇÕES ABERTAS: Secretaria da FCF
 Rua Tenente Benévolo 201 – Centro.
 (De 07h às 13h / 15h30 às 21hs). Informações: (85) 3453.2150.

1 – SEMINÁRIO DE LEITURA DAS ENCÍCLICAS SOCIAIS DA IGREJA
 Prof. Dr. Pe. Aquino Junior e Prof. Dr. Pe. Moésio Pereira

Objetivo: Oferecer ao público cristão interessado [leigos (as), sacerdotes, seminaristas, religiosos (as)] uma oportunidade para um conhecimento mais sistematizado e aprofundado das Encíclicas que compõem a Doutrina Social da Igreja.

Metodologia:
As encíclicas serão lidas individualmente e apresentadas em grupo a partir de um esquema oferecido pelos professores. As apresentações serão feitas quinzenalmente em sala de aula.

Duração/Carga horário: 68 h/a – Iniciando no dia 04 de fevereiro.
Horário: 18h30 às 21h:30 (terças-feiras)
Investimento: R$ 100,00 (Matricula 20,00 + 4x 20,00)

2 – AS FONTES RABÍNICAS DO NOVO TESTAMENTO I: O MIDRAXE
Profa. Dra. Ir. Aíla Luzia Pinheiro

Objetivo: O curso propõe apresentar as principais coletâneas da literatura rabínica, a partir de exemplos tirados dos Midraxes e de seus paralelos com o Novo Testamento.

Carga Horária: 20h (Segunda-feira), das 18h30 às 20h.
Dias das aulas: 10 e 24 de fevereiro – 10 e 24 de março – 07 e 28 de abril – 12 e 26 de maio e 09 e 30 de junho de 2014.
Investimento: R$ 100,00 (Matricula R$ 20,00 + 4x 20,00)

3 – PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTO
Profa. Dra. Lela Pinheiro

Objetivos:

  • Capacitar o aluno para o planejamento e organização de eventos;
  • Disponibilizar ferramentas para aprimorar a qualificação do profissional;
  • Promover conhecimentos e vivencias de organização e gerenciamento;
  • Explorar temáticas e ações eficazes de planejamento.

Período: 27 a 31 de janeiro de 2014
Horário das 18h00 as 21h00 – Carga horária: 20h/a.
Investimento: R$ 120,00 (Material didático incluso).

4 – METODOLOGIA DE ESTUDO E PESQUISA
Profa. Ms. Raphaela Cândido

Objetivos:

  • Desenvolver com os alunos métodos de estudo destacando a importância do saber estudar;
  • Trabalhar com os participantes as habilidades de interpretação, análise e síntese de textos;
  • Trabalhar a produção de textos exigidos na elaboração de trabalhos acadêmicos: resumo, resenha, artigo, capítulo;
  • Trabalhar a utilização de diferentes fontes de referência.

Carga Horária: 20h/a presenciais e 20 h/a à distância. (Carga horária: 40h/a)
Investimento: R$ 80,00 (Taxa única).
DIAS e HORÁRIOS: 09/04; 23/04; 07/05; 21/05 (das 13h30 às 17h30).

5- CONVERSAÇÃO EM INGLÊS
Prof. Carlos Filho

Objetivo Geral: Aprender a língua mais falada do mundo através de dinâmicas, vídeos, apresentações de powerpoint, músicas e muita diversão. Desenvolver imediatamente todas as capacidades linguísticas: escrita, leitura e, sobretudo, escuta e fala.

Carga Horária Semestral: 68 horas/aulas.
Investimento: Matrícula: R$ 50,00 (Mensalidades: 5x R$ 60,00)

  • Turma I (Módulo I): Quarta e Sexta-feira (18h30 ás 20h) – Início: 26/02
  • Turma II (Módulo II): Sábado (08h ás 12h) – Início: 22/02
  • Turma III (Módulo I): Sábado (13h ás 16h) – Início: 22/02.

6 – LEITORES ENTRE MIL E UMA LEITURAS
Prof. Esp. Carlinhos Perdigão 

Objetivo:
Fazer com que o leitor exerça com autonomia e fascínio a prática da leitura, transformando o ato de ler num relacionamento espontâneo, dialógico e efetivo com o texto, ultrapassando a fronteira da mera decifração dos signos lingüísticos, perpassando uma nova visão de mundo e de leitura. Desenvolver a criticidade do leitor e a sua capacidade de interferir com mais eficiência para aprimorar o dialogo com o universo textual. 

Duração/Carga Horária: 68h/a.
Horário: 18h30 as 21h30 (Segunda-feira) – Iniciando no dia 03 de fevereiro.
Investimento: Matrícula: R$ 50,00 (Mensalidade: 5 x R$ 50,00).

7 – ESPANHOL
Prof. Ángel Cañete

Objetivo: A cultura hispânica é apaixonante, e é de suma importância o seu aprendizado, pois o Brasil está em um continente rodeado de países que falam e escrevem em espanhol. E com os novos eventos esportivos que serão realizados em Fortaleza, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de Futebol, torna-se visível a necessidade de capacitar pessoas para a comunicação em língua espanhola. Promovendo para os interessados o acesso ao conhecimento da diversidade cultural hispânica, fomentando a reflexão sócio-político-ambiental dentro da cultura espanhola. Trabalhando em sintonia com o mundo em processo de transculturação.

Duração/Carga Horária semestral: 68h.
Horário: Terça-feira das 18h30 as 21h30 (Turma I – Módulo I) – Início: 04/02. Sábado de 8h às 11h (Turma II – Módulo II)
– Início: 08/02
Investimento: Matricula R$ 50,00 + (5x R$ 60,00)

8 – LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS – LIBRAS

Objetivo Geral: Fornecer subsidio para que o aluno seja capaz de usar a LIBRAS em contextos diferenciados, respeitar e fazer a inclusão plena do surdo na Igreja e na sociedade.

Carga Horária: 68h/aula por cada módulo
(Carga horária total do curso básico 204h/aulas – duração 3 semestre)
Investimento: Matricula R$ 30,00 (+ 4x R$ 35,00)  (Material incluso)

MÓDULO I  – Iniciantes

  • (Turma 1 – Terça-feira) das 18h00 às 21h00 (Profa. Cíntia Santos) – Turma iniciando no dia 04 de fevereiro.
  • (Turma 2 – Quinta-feira) das 18h00 às 21h00 (Profa. Cínta Santos) – Turma iniciando no dia 06 de fevereiro.
  • (Turma 3 – Sábado), das 08h às 11h00 – Turma iniciando no dia 08 de fevereiro.

Observações: Temos outras Turmas de LIBRAS em Módulos mais avançados e Conversação. Aos interessados favor entrar em contato com a Secretaria da Extensão pelo telefone: (85) 3453.2150 (Das 15h30 às 21h) ou escreva para: cursosdeextensaofcf@gmail.com (Dorinha).

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:

  1.  A Faculdade Católica de Fortaleza – FCF, através da Coordenação da Extensão, reserva a si o direito de não realizar o Curso caso não haja número suficiente de inscritos exigidos para a formação da Turma;
  2.  A FCF devolverá os valores do aluno inscrito, caso não ocorra a formação da Turma;
  3.  A FCF não devolverá os valores do aluno que desistir do Curso por qualquer motivo.

Prof. Esp. Pe. Pietro Sartorel – Coordenador da Extensão da FCF.
Dorinha Daniel – Secretária da Extensão da FCF.
Contato: cursosdeextensaofcf@gmail.com

Setor Comunicação FCF

Católica de Fortaleza celebra a conclusão da primeira etapa do Curso de Graduação em Filosofia no Presídio Feminino

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Aconteceu na última segunda-feira, 16 de dezembro de 2013, às 17h, a Solenidade de encerramento do Ano Letivo do Curso de Bacharelado em Filosofia no Instituto Penal Feminino Aury Moura Costa – IPF, Aquiraz-CE. O Curso foi inaugurado em abril do referido ano com 15 detentas que foram aprovadas no Vestibular e ENEM. A iniciativa e realização são da FACULDADE CATÓLICA DE FORTALEZA – FCF em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado do Ceará – SEJUS. 

Diversas autoridades compareceram ao ato acadêmico, dentre elas o assessor educacional da SEJUS, Dr. Alex Mourão, que parabenizou às alunas e aos colabores das Instituições envolvidas, na execução deste louvável projeto educacional e por esta etapa vencida. O Governo do Estado do Ceará, através da SEJUS, continuará juntando esforços para que esta parceria seja sempre um referencial para o Ceará e para o Brasil como processo de reintegração social e realização de sonhos por meio da educação, completou Dr. Alex.

Já a Sra. Analupi Araújo, diretora do IPF, falou que o exemplo das estudantes de hoje fará com que outras acreditarão que também podem vencer. O Rev.mo. Sr. Pe. Almir Magalhães, diretor geral da FCF, no seu breve discurso salientou novamente o que explanou em abril de 2013, na  inauguração do Curso: “A iniciativa, além de ser um ato de promoção humana, tem a oportunidade de favorecer a reinserção social e a construção de um horizonte interior de vida e valores”. Para Pe. Almir a Católica de Fortaleza estará sempre comprometida com a execução e sucesso deste Curso de Graduação no IPF

O evento celebrativo contou ainda com show de humor, apresentação artística das alunas, homenagens aos professores, declaração de poemas filosóficos e jantar show. 

Setor Comunicação FCF

Jubileu de Prata: Pe. Almir Magalhães fala em entrevista sobre a vocação ao ministério presbiteral

Foto Padre AlmirO Seminário Arquidiocesano São José – Teologia e a FACULDADE CATÓLICA DE FORTALEZA – FCF têm a alegria de celebrar na sexta-feira, 13 de dezembro de 2013, os 25 anos de Ordenação Presbiteral do Pe. Almir Magalhães, atualmente Reitor do Seminário Arquidiocesano São José – Teologia e Professor e Diretor Geral da FCF. Pe. Almir concedeu generosamente uma entrevista para o BLOG CATÓLICA DE FORTALEZA sobre sua vocação ao sacerdócio, alegrias e desafios, o papel do padre hoje e uma mensagem aos novos vocacionados. Confira!

Padre Antonio Almir Magalhães de Oliveira é filho de Luiz Oliveira e Ana Magalhães de Oliveira e nasceu  em Fortaleza aos 11 de junho de 1949. Ordenação: dia 17 de dezembro de 1988, na Igreja Nossa Senhora da Piedade na Paróquia do mesmo nome e ordenado pelo Cardeal Aloísio Lorscheider.

1 – Por que a decisão pelo sacerdócio? Como se deu esse processo?

Pe. Almir: Tudo começou a partir do meu envolvimento no Oratório Salesiano Dom Bosco, no Colégio Salesiano da Piedade e na respectiva paróquia. Aos 9 anos meu envolvimento no Oratório e ao mesmo tempo na Igreja, como coroinha. Posteriormente fui criando espaços e me tornei líder do Oratório sobretudo na parte esportiva. O processo é relativamente simples – o contexto em que você vive é apelativo, ele interpela. O ambiente em que se vive é, para alguns fundamental. Evidentemente que o fundamental sempre foi a atração pela proposta de Jesus Cristo. Em 1963 o Padre Olavo, encarregado à época pela dimensão vocacional da Inspetoria do Nordeste me convidou (evidentemente que para a época via sinais em minha pessoa). Fui, passei dois anos em Carpina-PE. É claro que teve aí toda uma longa história. Voltei ao seminário após a leitura do Documento de Puebla, como um instrumento que me convidava de novo a retomar a caminhada. O Doc. de Puebla foi um instrumento e me fascinou. Hoje, muitos jovens são atraídos por  uma pessoa e seus gestos – O Papa Francisco e quem sabe! Ele pode ser um caminho, um momento chamativo para muitos jovens.

2 – Qual a importância deste momento pra sua pessoa ao comemorar 25 anos de ordenação presbiteral?

Pe. Almir: É uma espécie de selo, uma confirmação que diz: sua decisão foi correta. Afinal de contas  são 25 anos e não 25 dias, não é aritmética, é uma história baseada em um projeto. A importância também se dá pelo fato de estarmos numa sociedade do provisório, do descartável e decisões como matrimônio, nosso sacerdócio que são tidos para a vida toda, são questionadas hoje em nossa sociedade. Com esta celebração afirmamos que o contrário é possível.

3 – Alegrias e desafios na missão do presbiterato até aqui.

Pe. Almir: Sinceramente, todo o processo foi marcado por muitas alegrias. É claro que no relacionamento humano está prevista uma grande dosagem de decepções e quem trabalha na formação está sempre olhando para esta possiblidade. Os desafios são inúmeros porque vivemos num mundo e numa Igreja plural, com diversidade de teologias, compreensões do papel da Igreja no mundo. Isso gera tensões e desafios. Mas já alcançamos um nível de maturidade que dá para dialogar bem com tudo isto e saber relativizar complexidades.

4 – O sr. é Reitor do Seminário Arquidiocesano São José – Teologia. Como encara esse serviço?

Pe. Almir: Encaro como um serviço de grande importância para a vida da Igreja. Afinal nós da formação temos a difícil tarefa de preparar os futuros presbíteros e já estamos acostumados a ser VITRINE para onde todas as “baladeiras” estão apontadas. Pessoal esquece que o processo de formação tem momentos e o que nós abraçamos é o da FORMAÇÃO INICIAL. Além do mais muitos não se abrem ao processo, já vem com o seu MODELITO na cabeça e faz ouvido de mercador. Mas temos formas de monitoramento para solucionar alguns casos, mas parece que o ser humano é talhado para trabalhar no BIG BROTHER (são artistas)… entenda.!

5 – Muitos dizem que o “padre” já não influencia mais a consciência dos fiéis, das pessoas comuns que vão a um ato religioso. Isso é verdade? Como analisa isso e como um padre hoje pode melhor atuar na vida da Comunidade e da Sociedade?

Pe. Almir: A Igreja em si não perdeu a credibilidade e mesmo com alguns casos amplamente divulgados as estatísticas continuam afirmando esta credibilidade. Quanto a questão do padre se influencia ou não depende muito de sua preparação, de seu conteúdo, fundamentos (afinal o povo não é besta e percebe isto). O Padre continua com seu papel de ser FORMADOR DE OPINIÃO e isto é acentuado no documento de Aparecida. Por isso sempre que converso com os seminaristas motivo constantemente para que acompanhem a realidade, os fatos da sociedade porque é possível que o PADRE seja na homilia, nos processos formativos em sua paróquia, seja o único instrumento de contraponto do que é veiculado pela mídia em boa parte comprometida com os poderes, ajudando assim o povo a não ser manipulado. O padre pode dar uma reviravolta nesta mentalidade justamente não se achando pronto, continuar mesmo de forma autodidata seu processo formativo e acompanhar toda a reflexão colocada a seu dispor, sobretudo a pastoral, aplicando-a em sua Paróquia, sendo missionário e não um burocrata da religião.

6 – O que diria a um jovem que hoje deseja ser padre?

Pe. Almir: Que não olhe a Igreja, a religião de forma piegas, puritana, achando que ali estaria numa situação de extraterrestre. Pés no chão. Saber que o seu ministério não é status (isto é coisa do passado) e que a missão não pode ser vista na perspectiva dos palcos, dos holofotes. Ela é árdua mas é sublime em função do que podemos fazer pelo outro como fez Jesus Cristo. Na minha celebração de amanhã (dia 13.12.13), escolhi os textos da Carta aos Hebreus, Cap. 5 e Mc. 10, sobretudo o vers. 43 – Quem quiser ser o maior, que seja aquele que serve. Um abraço.

Serviço:

Celebração Eucarística em ação de graças pelo Jubileu de Prata de Ordenação Presbiteral do Pe. Almir Magalhães – Local: Igreja Nossa Senhora da conceição do Outeiro da Prainha – Seminário da Prainha – Data: 13 de dezembro de 2013 / Horário: 19h.

Por: Setor Comunicação FCF